Para os jovens que querem conquistar seu primeiro emprego, uma boa notícia: depois de um longo período de pouca absorção dessa mão de obra, os números começam a apontar para um crescimento. É um bom sinal para um impulso na entrada dos jovens no mercado de trabalho. Mas isso não significa que o jogo está ganho.

Ser contratado por uma empresa requer muito esforço, contatos e força de vontade — principalmente para quem está iniciando a vida adulta e não conta com muita experiência! E conseguir um emprego é, cada vez mais, questão de necessidade: muitos jovens ajudam nas contas de casa, principalmente em períodos de crise. Se você quer saber mais sobre o assunto, o post de hoje é para você.

Boas novas: a retomada na oferta de vagas anima o mercado

Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, dão conta de que a situação dos jovens de até 29 anos voltou a ser favorável. Do total de 1,24 milhão de contratados registrados no último mês de maio, em todo o país, 611,24 mil estavam nessa faixa etária.

Estes índices são animadores, principalmente se levado em conta a situação demonstrada por outra pesquisa, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), mostrou que o percentual de jovens desempregados cresceu de 20%, em 2015.

Ainda segundo a pesquisa, o ano passado também não foi bom: em outubro, o número de pessoas de 16 a 24 anos fora do mercado de trabalho superava a quantidade de adultos na mesma situação: 27,7% desempregados eram jovens, contra 11,8% das faixa etária adulta.

O início é sempre mais difícil

Os jovens bem-sucedidos nos processos seletivos são aqueles que se sobressaem. Compensam a falta de experiência de trabalho no currículo com uma boa formação, cursos complementares, idiomas, autoconfiança e demonstração de garra. Há muito espaço para aqueles que estão no início de carreira, mas é preciso mostrar porque você merece ocupar aquela posição.

A vantagem é poder aprender e evoluir suas capacidades com profissionais experientes, além de, claro, poder finalmente ganhar o próprio dinheiro, e assim poder planejar o seu futuro. O trabalho traz perspectiva e estabilidade.

Por isso, não fique parado esperando a oportunidade. Contacte as empresas em que deseja trabalhar e vá à luta. Busque conhecer o perfil das pessoas já contratadas e analise se você consegue se encaixar. Faça contato, demonstre interesse, se mostre útil e atento. E a contratação estará logo ali!

Driblar os concorrentes: como fazer

Mas saiba que você vai encontrar uma grande concorrência. A disputa por vagas entre pessoas recém-saídas da escola, antes mesmo de ingressar na universidade, só cresce na medida em que a economia brasileira passa por turbulências. Alta nos preços e desemprego provocam uma verdadeira corrida pelas oportunidades em aberto. Lembre-se disso na hora de fazer suas escolhas profissionais.

Isso não deve ser interpretado como um desencorajamento. Pelo contrário: busque o seu melhor, sempre. Demonstre isso e estará a um passo de sua primeira assinatura na carteira! E, para ajudar neste momento, aqui vão algumas dicas:

Construa um currículo interessante

Você não tem experiência profissional, mas as atividades e cursos com os quais se envolveu ao longo da vida escolar também têm peso no seu currículo. Por isso, invista em formação. Apresentar um currículo recheado de cursos pode colocar você na frente de outros candidatos.

E, claro, apenas empilhar nomes de cursos não vai adiantar, se você não absorver os conteúdos. Por isso, preste atenção nas aulas, pergunte tudo aquilo que não entender, peça ajuda aos professores!

Se o curso for profissionalizante (Pronatec, ou outro tipo de curso técnico), você deve ficar atento às oportunidades de estágio que costumam ser oferecidas na própria instituição de ensino.

Avalie o seu comportamento

E um bom profissional é bem mais do que alguém muito habilitado em uma certa tarefa: características como pontualidade, comprometimento, seriedade, eficiência e bom relacionamento interpessoal são muito importantes na hora das avaliações.

Algumas necessidades do mercado de trabalho podem ser difíceis de acompanhar, quando se é tão jovem. Mas empenhe-se, ouça o conselho dos seus chefes, professores e familiares. A sua dedicação estará diretamente ligada ao seu sucesso no primeiro emprego, e por consequência na sua carreira.

Pense na área que você quer seguir, mas seja flexível

Todos temos uma habilidade especial, sonhos e metas de vida. Você deve ir atrás daquilo que almeja, mas entenda que nem sempre é possível começar no emprego dos sonhos. Especialmente se você precisa entrar no mercado de trabalho para ajudar nas contas de casa.

Mas isso não significa que a experiência não vá ser boa para você. Nem que você precisará, obrigatoriamente, passar o resto da vida na área. Encare as oportunidades como formas de aprender, dedique-se ao máximo e você sairá com um currículo mais atrativo do que os concorrentes!

Menor aprendiz, estágio e trainee: as chances estão com você!

Depois dessas dicas, é hora de entender como você pode procurar as oportunidades ideais para ingressar no mercado de trabalho!

Menor aprendiz

Previsto pela Lei da Aprendizagem (10.097/00), o programa Menor Aprendiz possibilita que jovens de 14 a 24 anos possam trabalhar em vagas de aprendiz nas empresas brasileiras. É preciso estar matriculado ou já ter concluído o ensino médio para participar do programa. O menor aprendiz receberá treinamento na tarefa a ser cumprida. A duração máxima desse tipo de contrato é 2 anos.

Todas as empresas de médio e grande porte devem oferecer vagas no programa. A contratação se dá mediante intermédio de agências de emprego, como o Sine.

Estágio

Os estágios são oferecidos a estudantes, com o objetivo de complementar o aprendizado recebido em sala de aula e treinar o futuro profissional em uma tarefa. Não caracteriza vínculo empregatício, e dura no máximo dois anos.

Para estudantes do ensino médio, é uma oportunidade de entrar em contato com o mundo do trabalho. Já para alunos de escolas profissionalizantes ou até mesmo cursos universitários, o estágio é a forma de entrar em contato com a área escolhida. Os contratos de estágio são celebrados entre a instituição de ensino, a empresa contratante e uma agência de estágios. Procure a sua escola para saber mais sobre as oportunidades.

Trainee

Muitas empresas implementam programas de trainees, em que selecionam novos funcionários para passar por um processo de treinamento aliado à prática de trabalho. Se, ao final do trainee, o funcionário apresentar bons rendimentos, será incorporado ao quadro funcional. Não se trata de estágio, e sim de um vínculo temporário com a empresa, que pode ser efetivado.

A escolaridade mínima para o trainee vai depender das exigências da empresa. Na maioria dos casos, esses programas buscam estudantes universitários ou recém-graduados.

Como você pode ter entendido, a entrada dos jovens no mercado de trabalho é um desafio, mas que costuma recompensar no futuro: os profissionais mais bem-sucedidos são aqueles que iniciaram cedo em suas áreas. Com essas dicas, com certeza você irá muito mais longe.

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