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TDAH – Transtorno do Déficit de Atenção Com Hiperatividade

O que é TDAH – Transtorno do Déficit de Atenção Com Hiperatividade

Você já ouviu falar em Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade, ou mais comumente conhecido como TDAH ou DDA? Você sabe o que é TDAH? Se prestarmos atenção, com certeza já ouvimos alguém falar sobre isso ou ao menos ouvir alguém dizendo, – Nossa essa criança não para quieta, é hiperativa. Ou algo do gênero, principalmente em ambientes escolares, parquinhos e demais.

Mas, o que é hiperatividade? E o que faz alguém ser hiperativo? A hiperatividade é considerada como uma agitação considerada acima do normal, que acaba por tirar a concentração do indivíduo. A hiperatividade é um dos componentes mais conhecidos do TDAH. Esse é um transtorno ocasionado por alterações no cérebro, e caracteriza-se por ocasionar sintomas de hiperatividade, atenção limitada e impulsividade, sintomas que podem levar a problemas de baixa autoestima, dificuldade de aprendizado e socialização.

A hiperatividade atinge principalmente crianças e adolescentes, afetando diretamente o aprendizado, gerando, também, dificuldades de relacionamento e em alguns casos, até mesmo, gerando problemas comportamentais, como por exemplo, problemas com limites e regras. Já em adultos afeta diretamente na concentração das coisas cotidianas e do trabalho, assim como também a memória. E em alguns caso podem levar ao uso de entorpecentes, álcool e até mesmo a depressão.

O maior índice de incidência do transtorno ocorre dos 06 aos 40 anos, geralmente sendo iniciado na infância e pode durar por anos ou até mesmo por toda a vida. A síndrome é mais comum e mais facilmente identificada em crianças e adolescentes, e podem ocorrer em diferentes locais do mundo, independentemente de fatores culturais, sociais ou educacionais. Segundo a Associação Brasileira do Déficit de Atenção, estudos apontam que os portadores possuem alterações na parte frontal do cérebro que acabam por comprometer as conexões com as demais áreas do cérebro humano.  É exatamente a região frontal do cérebro humano que é responsável pelo comportamento, principalmente no que se diz respeito à atenção, a memória, organização, autocontrole e planejamento.

Há diferentes apontamentos quanto às causas da síndrome, como por exemplo, questões hereditárias, ou seja, predisposição genética, ou ingestão de substâncias tóxicas durante a gravides como álcool e nicotina, ou problemas no parto que ocasionam sofrimento fetal, e até mesmo exposição ao chumbo. Outra hipótese levantada são problemas familiares, porém estuda-se que este é mais uma consequência do transtorno do que uma causa.

 O TDAH ainda não possui cura, mas sim tratamento, o que pode aliviar e muito os sintomas da síndrome e, também, proporcionar uma melhor qualidade de vida para quem convive com o transtorno.

A identificação do transtorno e o devido tratamento devem ser realizados o mais breve possível, a fim de melhorar as condições de vida do portador da síndrome. E o mais importante! É necessário estimular quem sofre de TDAH, principalmente às crianças. É imprescindível estimular os potenciais e quebrar as barreiras e dificuldades. Isso faz com que a pessoa evolua com mais facilidade e comprometimento, e sem sofrimento na hora de aprender.

 

Texto: Fernanda Beatriz Sauer

Fonte: Associação Brasileira do Déficit de Atenção